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Um papo sobre esmaltes com Isadora Vergara

Por Redação em 04/06/2011
Isadora Vergara fala sobre esmalte e auto-estima. Foto: Pablo Valadares 

Com uma coleção de 454 esmaltes, Isadora Vergara tem estudo de campo suficiente para palpitar sobre unhas. O blog dela, o “Nós Amamos Esmaltes”, existe há um ano e meio e hoje registra uma média de 3 mil acessos diários. Aos 21 anos, a blogueira de Brasília já é tão conhecida entre as fanáticas por esmaltes que até virou nome de um vidrinho da coleção Cores do Cerrado, da marca Blant Colors. Nesta entrevista para a “B” ela fala sobre as tendências de um mercado que cresceu 35% só no primeiro semestre de 2010.

B: Você acha que os esmaltes deixaram de ser um acessório e passaram a ser um objeto de desejo para as mulheres?
Isadora Vergara: Acho que hoje tem as duas coisas. Continua sendo um item de auto-estima democrático, barato, acessível para mulheres de todas as classes que querem estar na moda. Mas têm opções mais caras também, importadas, essas sim são objeto de desejo e um luxo para poucos.

B: Como você avalia o mercado de esmaltes hoje no Brasil e em Brasília?
Isadora: O mercado brasileiro está crescendo muito. Se você pensar, foram mais de 500 milhões de unidades vendidas nos primeiros seis meses de 2010. Em Brasília você também vê que as lojas estão crescendo e perdendo o medo de investir em marcas diferentes. E as pessoas hoje compram marcas novas de esmaltes sem medo. O único problema é que alguns lançamentos e produtos ainda demoram a chegar aqui...

B: Você acha que falta valorizar mais o público brasiliense?
Isadora: Agora que as empresas estão entendendo que não existe só eixo Rio-São Paulo. A Blant, por exemplo, é uma marca de esmaltes de Goiânia e reforça muito o cerrado, a região Centro-Oeste em seus produtos, para mostrar que aqui existe público sim – e um público forte.

B: Além de esmaltes uma coisa que também tem crescido no Brasil é a nail art, com unhas cada vez mais desenhadas e trabalhadas. Isso já deixou de ser visto como algo muito frufru e às vezes até meio cafona?
Isadora: A nail art, com adereços elaborados, com flores e tudo mais, feitos apenas por profissionais, ainda não é muito popular por aqui não. Agora o que vem com tudo é o carimbo, que é uma parte mais moderna e evoluída da nail art. Os desenhos são mais discretos e não precisa ter muitas técnicas para fazer. Os representantes brasileiros da marca de carimbos mais famosa do mundo, inclusive, tem sede em Brasília – a Konad Brasil. Isso mostra que o mercado está conectado a essa tendência mesmo.

B: O Brasil teve um crescimento de 35% no mercado de esmaltes no primeiro semestre de 2010. Você acha que ainda é um campo que vai continuar crescendo?
Isadora: Acho que agora o mercado estabiliza. Muita gente já formou a sua pequena coleção e não dá para acompanhar cada lançamento. Antes cada marca tinha duas, três coleções por ano. Hoje são seis, sete, e com preços muito mais altos. E as cores andam muito parecidas. Eu procuro incentivar no blog que as pessoas usem os esmaltes antigos, porque não dá tempo de você usar tudo que tem hoje. Acho que o mercado dando uma freada, as empresas vão segurar um pouco os preços e melhorar muito nossa vida...